É um desânimo frio. É uma uma lembrança dinâmica. É uma dor estática.
É uma estátua de ferro. E pés de aço. É um véu que toma o corpo.
É uma dúvida certa. E uma certa dúvida. É um crime pagão. Criminoso cristão.

É tudo e não é nada.

É crer onde não há crença. É a crença de não crer em nada. É sorrir chorando.
É chorar e não rir. É oposição e situação. É situação oposta ao que se diz.
É o inominável, o fim de partida. É literatura e é drama. É drama e não é teatro.

É tudo e não é nada.

É a lembrança que machuca. O machucado que faz lembrar. É o corpo estafado.
É falar e não ouvir. É não ouvir falar. É comer a própria fome. E sentir o ar.
É uma densa névoa, sem guerra. É uma guerra sem névoas. É tiro e paz.

É tudo e não é nada.

4 comentários:

Jô Angeℓ disse...

Que triste essa lembranças não é mesmo? Só o tempo para dissipar.Gosto de ler suas poesias para enfim acreditar que um homem pode talvez amar e dizer coisas bonitas.

Caipira Zé Do Mér disse...

Todo homem sabe dizer coisas bonitas, sente coisas bonitas. Mas a sociedade vai, aos poucos, nos dizendo que homem não chora nem sente. E alguns de nós acreditam... sofre mais o homem que a mulher, num mundo machista.

Jô Angel disse...

Ô meu querido, como eu queria acreditar nisso.Depois de ouvir tantas mentiras nos últimos meses estou em processo de cura interior.

Caipira Zé Do Mér disse...

A tua dor passa rapidinho,,, a do cara que se sente obrigado a ser galinha dura a vida inteira...

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