<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139</id><updated>2011-08-13T08:44:24.544-07:00</updated><category term='Crônicas'/><category term='Contos'/><category term='poesia'/><title type='text'>Letras Ordinárias</title><subtitle type='html'>Escritos Ordinários de seres extremamente ordinários. Nada mais que isso.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-478927812467869523</id><published>2010-10-13T09:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T09:09:32.397-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Cratera na cidade</title><content type='html'>Os pensamentos me passam na alma, como aqueles de que tanto me falaste. Uma cratera, no meio da cidade.Em cima da cratera muita terra e entulho. Em cima do entulho helicópteros passam. Para evitar o trânsito. Tanta tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As ondas de rádio transmitem a notícia por todo o país. Os cabos de fibra ópticas levam os computadores à rede, onde não se fala de outra coisa. Tanta tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os culpados aparecem em baldes. O temente a Deus dirá: "É um sinal". A militância de esquerda culpará a direita. A direita culpará a esquerda. E o centro ? Culpará aos dois. E a ninguém. Tantas discussões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cratera está lá. No centro. O prefeito toma medidas emergenciais enquanto culpa o governador. O governador toma medidas emergenciais enquanto reclama da falta de verba federal. O presidente se exime de culpa enquanto se coloca publicamente a disposição. Tantas discussões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os noticiários escandalosos fazem um "reality-cratera" enquanto os sérios dão a notícia com um sorriso à boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os programas de fofocas imaginam como estão os soterrados, enquanto os de esporte só comentam o fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete pessoas foram soterradas. Sete vidas embaixo dos escombros. Sete almas, coitadas. Enquanto isso, 170 milhões andam, alguns quem sabe, descalços e com muito ar para respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com todos os sentimentos enterrados.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Escrito em julho de 2007 quando houve o acidente com as obras do metrô de SP&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-478927812467869523?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/478927812467869523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/10/cratera-na-cidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/478927812467869523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/478927812467869523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/10/cratera-na-cidade.html' title='Cratera na cidade'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-7127986567634596968</id><published>2010-09-13T05:14:00.001-07:00</published><updated>2010-09-13T05:14:49.001-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Ela em mim</title><content type='html'>&lt;p&gt;É um desânimo frio. É uma uma lembrança dinâmica. É uma dor estática.   &lt;br /&gt;É uma estátua de ferro. E pés de aço. É um véu que toma o corpo.    &lt;br /&gt;É uma dúvida certa. E uma certa dúvida. É um crime pagão. Criminoso cristão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É tudo e não é nada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É crer onde não há crença. É a crença de não crer em nada. É sorrir chorando.   &lt;br /&gt;É chorar e não rir. É oposição e situação. É situação oposta ao que se diz.    &lt;br /&gt;É o inominável, o fim de partida. É literatura e é drama. É drama e não é teatro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É tudo e não é nada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É a lembrança que machuca. O machucado que faz lembrar. É o corpo estafado.   &lt;br /&gt;É falar e não ouvir. É não ouvir falar. É comer a própria fome. E sentir o ar.    &lt;br /&gt;É uma densa névoa, sem guerra. É uma guerra sem névoas. É tiro e paz.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É tudo e não é nada.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-7127986567634596968?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/7127986567634596968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/09/ela-em-mim.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7127986567634596968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7127986567634596968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/09/ela-em-mim.html' title='Ela em mim'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-1297840075696900277</id><published>2010-09-03T14:11:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T21:39:31.735-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Ontem, hoje.</title><content type='html'>Fecho&amp;nbsp;os olhos e corro. Percorro, pontuo, paro. Fecho os olhos, lembro do &lt;i&gt;tópos&lt;/i&gt;, lugar comum, ordinário, repetitivo, usado tanto na poesia, para facilitar a memorização, quanto em minha memória, para facilitar a visualização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto mais explico, conecto idéias, escrevo, penso, cada vez que alguém diz teu nome, teu apelido, teu rosto, teu corpo; cada vez que vejo tua boca, minhas memórias abrem a tranca da poça d'água salgada, que não devia cair, nem rolar, nem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um nada doído. Um nada que é tudo e por isso é nada. Um nada confuso, como isso que escrevo. Se o que sinto não pode ser descrito, se fica confuso, é porque não há explicação lógica, não há realidade, não há racional ou emocional que tenha, para tantas lembranças, descrição possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se comparo à dor da amiga, dor de gente falecida, dor de gente doída, pode até parecer que, de fato não é nada. E é por isso que escrever é sempre mais de uma dor. A de lembrar, de escrever, de corrigir, de organizar. E decepcionar, porque o sentir é sempre maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje só confusão. Hoje sem rojão, hoje qualquer palavra entra. Qualquer bebida refresca, hoje tudo é outra coisa. Hoje tudo é você. Hoje tudo sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou só ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-1297840075696900277?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/1297840075696900277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/09/ontem-hoje.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1297840075696900277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1297840075696900277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/09/ontem-hoje.html' title='Ontem, hoje.'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-5054526692874711234</id><published>2010-08-26T14:35:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T13:19:14.161-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Do sonho e da saudade</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="background-color: #999999; color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E foi assim que tudo terminou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: #999999; color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Foi, acho que ficou bravo comigo, deu um sorriso e disse adeus. Mas agora eu já esqueci, nem sei mais como era o rosto e o que falou...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt; É que à época não havia isso que chamamos de memória. Você pode achar que é desagradável, mas tem também seu lado bom. Depois que a gente faz algo de errado, não precisa se culpar. Mas há seu lado ruim, uma vez ouvi de alguém uma história bem assim...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; - Quem é aquele ali ? - perguntou a menina intrigada&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Aquele ali? É Morfeu o apelido dele...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas por quê? - insistiu, curiosa, a menina.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Se bem me lembro, Morfeu é o nome que se deu, um dia muito antes de hoje, para o criador dos sonhos todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;E não adiantava explicar pela metade, a menina era mesmo só curiosidade. A conversa inha e vinha, quase sem respirar os sonhos entravam na menina.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; - O que é 'lembrar' ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Você, que aí está, pode até estranhar, mas naqueles idos lembrança e memória era coisa que só Morfeu conhecia... Bem, só ele não, mas voltemos à história...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; - É como sonhar, um sonhar diferente. - E a mais velha já estava mesmo impaciente...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; - Me explica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não havia tempo, Morfeu passou pelas duas, esbarrando, gritando, dançando e dizendo:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; - Agora estou novo, de novo! Agora estou novo, de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; E antes que a menina entendesse qualquer coisa o tal maluco se sentou. Uma lágrima caiu do rosto metade limpo, metade sujo, que aquele careca cabeludo trazia ali.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; - Por quê ele ficou triste, Vozinha? - foi logo perguntando a criaturinha.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É que ele não escolheu bem o sonho dele.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas, e pode escolher o que a gente vai sonhar, Vozinha?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Quando a gente sonha acordada, pode.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E como faz para sonhar acordada? &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É coisa perigosa, e só para gente muito sabida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Claro que a menininha não se contentou com aquela ladainha, mas era tudo o que tinha a dizer aquela voz bem fininha.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ah, você achou que ela era avó da garotinha? Não, não... era mais velha, mas o nome era porque a voz dela era bem pequeninha.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O tempo andou e circulou uma e duas vezes. A menininha já não era tão 'inhazinha' , já estava, de fato, mais grandinha. Mas a curiosidade não ia embora.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O que Morfeu está fazendo, Vozinha?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sonhando acordada, menina.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - A senhora sabe fazer isso, Vozinha?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sei sim e também não sei, menina.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E como é que é possível, coisa assim?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É fácil saber sonhar acordada, menina, difícil é saber quando parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E com essa ela teve de se contentar. Morfeu continuava a sorrir e a chorar, mas já estava magro demais, não lembrava mais de se alimentar. A menina, boa que era, levava comida bem gostosa e até sobremesa, mas, para Morfeu, não havia mesa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;/i&gt;O senhor consegue me ouvir?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E me ver, o senhor consegue?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi quando Morfeu olhou de lado. A menina não soube, assim com certeza, se ele havia mesmo olhado, ou se estava só parado...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;/i&gt;Então eu perguntei se ele conseguia me ver e...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E ele olhou para você, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A Vozinha era mesmo muito sabida...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Como a senhora sabe?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Foi porque eu também já fiz isso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E ele? Olhou?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Às vezes ele olha, às vezes não olha. Não é que ele esteja cego, &lt;i&gt;é que ele está olhando só para dentro.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;/i&gt;E como é isso de olhar para dentro, Vozinha?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu posso te ensinar, mas é muito perigoso. Você precisa ter cuidado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Por quê?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Porque uma vez que olhamos para dentro, a vontade de olhar para fora diminui.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;- Tenho saudade. De fora e de dentro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; - Ué, Vozinha, ele sabe falar? Não entendi, o que ele disse?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sabe menina. Ele disse que tem saudade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E saudade, o que é?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É vontade de voltar no tempo e acontecer de novo o que já foi acontecido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Quando o estômago dói é que a gente está com saudade de comer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A menina era bem esperta, afinal.&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É, mas também pode ser quando a gente queria brincar mais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;Foi quando a Vozinha mostrou bem direito à menina como fazia para olhar só para dentro. E a menina aproveitou, e sonhou e lembrou. Até que Morfeu ela encontrou.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; - Agora eu também já posso ser como você, já sei olhar para dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então uma coisa muito estranha aconteceu. Morfeu olhou bem no olho da menina, e um dos olhos dele estava chorando e o outro sorrindo. Era um 'troço' bem esquisito.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; - Porque você está meio-chorando ?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Porque estou meio-perdido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E porque você está meio perdido?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Porque metade de mim eu sei que está aqui, com você. Mas a outra metade eu já não sei...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E pode isso? A gente se dividir assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;Agora que a menina sabia olhar para dentro conseguia conversar o outro. E isso ela percebeu...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/i&gt;- É que quando descobri como fazia para olhar para dentro, percebi que também era bom olhar para fora. E fiquei olhando 'meio-para-fora-e-meio-para-dentro' até que uma parte de mim eu esqueci dentro das coisas que já aconteceram comigo...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&amp;nbsp; Eu achei que era bom fazer isso, para a gente não ficar só para dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E foi quando Morfeu mostrou que seu nome devia ser mesmo, Sabedoria...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O melhor, menina, é ser inteiro. É bom olhar para dentro e bom olhar para fora. A gente olha para dentro para saber as coisas boas da gente, e olha para fora para saber as coisas que ainda precisam ser boas em nosso inteiro. Mas a gente só se perde quando tenta fazer tudo ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;E foi assim que Morfeu inventou o sonho, para saber o que precisamos ter ainda. E a saudade, para nos lembrar do que já temos.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-5054526692874711234?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/5054526692874711234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/do-sonho-e-da-saudade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5054526692874711234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5054526692874711234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/do-sonho-e-da-saudade.html' title='Do sonho e da saudade'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-1287046654785720869</id><published>2010-08-19T12:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T12:38:13.276-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Memórias</title><content type='html'>Começa a tocar aquela música e logo imagino aquele momento.&lt;br /&gt;E antes que a sensação boa flua por toda a pele aquela outra sensação toma conta.&lt;br /&gt;E antes que a música acabe já estou arrependido de ter lembrado de tantas sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E arrependido de começar a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já não sei se escrevo àquela que era dona da música,&lt;br /&gt;ou àquela que é dona dos meus sentimentos,&lt;br /&gt;ou àquela outra na qual me vejo, e a vejo, imaginando a si mesma enquanto lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me arrependo de ter continuado a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música encerra e recomeça.&lt;br /&gt;E já não sei que memórias acionar e que memórias abandonar.&lt;br /&gt;Há tempos que venho tentando descrever e me pergunto:&lt;br /&gt;seria descrever o ato de apagar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me arrependo ter escrito e descrito e lembrado e esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me arrependo de ter vivido. Porque dói depois que a gente morre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-1287046654785720869?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/1287046654785720869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/memorias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1287046654785720869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1287046654785720869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/memorias.html' title='Memórias'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-4820322377405739975</id><published>2010-08-18T10:57:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T10:57:22.855-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Se tudo fosse simples...</title><content type='html'>O coração seria uma represa.&lt;br /&gt;Os olhos hidrelétricas.&lt;br /&gt;As veias seriam rios.&lt;br /&gt;E sentimentos eletricidade.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se tudo fosse simples...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração teria visão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os olhos sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As veias todas teriam sangue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a alma teria nervos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se tudo fosse simples...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As hidrelétricas fariam quimeras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As represas teriam vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os rios teriam o que pescar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a eletricidade não seria coisa a se cobrar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se tudo fosse simples...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas continuo na marginal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E meu sangue não tem mais cor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-4820322377405739975?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/4820322377405739975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/se-tudo-fosse-simples.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4820322377405739975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4820322377405739975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/se-tudo-fosse-simples.html' title='Se tudo fosse simples...'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-7491506712284900492</id><published>2010-08-06T09:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T09:06:49.451-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Decidido</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Chorando ele se levantou. E decidiu que não ia pensar no assunto. E levantou-se e saiu de casa. Já apenas com o sal que restou em sua face ele colocou os óculos de Sol. Decidiu que também não veria brilho nenhum.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E pegou seu carro, decidido a ficar parado no trânsito. E acendeu um cigarro, decidido a ter menos fôlego. E ligou para a academia, e desmarcou as aulas, decidido que estava a não se exercitar. E cancelou com os amigos, decidido que estava a não ir à palestra. Nem a aprender.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Seguiu para o trabalho com a pressa habitual, decidido que estava a manter sua rotina. E lembrou-se que não era mais possível manter a rotina que ele tão costumeiramente xingava. E ligou o rádio, afim de escutar alguma besteira e poder reclamar. E levou uma fechada. E gritou e foi humilhado. E multado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Sentiu uma lágrima escorrer. E virou 'veado'. Secou o rosto com o punho cerrado. Decidido que estava a transformar a vida do outro na sua. E quebrou o vidro do carro ao lado. E o nariz do 'retardado'.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Não tinha nada de poético naquilo, então ele parou de rimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E seguiu sua vida até o trabalho, decidido que estava a não se atrasar. E sentou-se em sua sala, decidido que estava a terminar o relatório. E colocou café em sua xícara, para não dormir, estava decidido a não mais sonhar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Terminou seu relatório e engoliu seu almoço, decidido como estava a não ficar doente. E evitou conversas amenas, decidido que estava a não relacionar-se. E terminou seu dia exatamente como estava, decidido a encerrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E olhou pela janela, viu quem queria esquecer. E sorriu, e recebeu de volta um sorriso. E o mundo voltou a girar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-7491506712284900492?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/7491506712284900492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/decidido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7491506712284900492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7491506712284900492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/decidido.html' title='Decidido'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3735039935382057352</id><published>2010-08-03T06:32:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T06:32:21.613-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>As bolas do céu</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Quando me disseram que aquela bola amarela no meio do pano escuro (que chamam de noite) tinha o nome de Lua, eu pensei que fosse mentira.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;É que sou velho já e soube da história verdadeira e real, porque eu estava lá. Aquela bola amarela que aparece no pano escuro é muito diferente da outra, que faz arder os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Ninguém me contou o que vou narrar. Quero dizer, as minhas lembranças me contaram, mas aí não conta, ou conta? Faz de conta que não conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Antigamente não era assim. Não havia bola nenhuma. E tudo era azul. Ou preto. Nem os pontinhos brancos, que hoje chamam de estrelas, estavam aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quando eu era "pequeno-mas-não-muito" eu gostava de andar a esmo. Daqui para lá, de lá para adiante, de adiante para longe e, às vezes, voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;É como diz aquele livro cheio de aventuras:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Se não prestarmos atenção &amp;nbsp;em nossos pés eles nos levam para o desconhecido"&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Bem, não era exatamente assim, mas gosto das coisas do jeito que elas me vem à cabeça, de memória. Perfeição é um troço muito chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Uma vez, quando eu estava longe, conheci uma dupla meio estranha. O nome dele é coisa que se perdeu no tempo antigo e o dela era Luana (e agora as coisas até que ganham um pouco de sentido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O caso é que moravam, os dois, em uma floresta. Eu havia me perdido, estava seguindo as pistas de um cavalo bem bonito que eu queria acarinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Cada vez que eu chegava perto do bicho ele &lt;i&gt;corria&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;com medo de mim&lt;/i&gt;. Eu a sorrir e ele a fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Não posso dizer como era o tal cavalo porque já não sei. Mas foi admirando sua crina e tentando roubar um pouco para meu violino (que perdi já não lembro onde) que o dia terminou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E assim, de uma hora para outra, estava escuro. Quando olhei para o lado&lt;i&gt; havia ervas e árvores&lt;/i&gt;, mas não havia gente. Percebi que estava perdido e fiquei com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Uns sons estranhos pularam do meio do pano preto e eu estava quase chorando quando vi uma luz na copa de uma árvore ao longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Entre chorar e andar eu preferi o andar. Os detalhes não sei direito. Estava escuro e eu com lágrimas escorrendo. Conforme eu disse, enxuguei a água e mexi meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Cheguei àquela luz, ou melhor, na árvore de copa estranhamente acesa. Eu gritei. A luz apagou. Quando eu estava quase molhando a bochecha com sal ouvi alguém me chamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Olhei para trás e e pensei ter visto um bruxo, mas logo vi que eram duas pessoas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me chamo Luana - disse a menina&lt;br /&gt;- Me chamo - disse o menino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O nome dele eu esqueci mas não importa para a estória. Foi desta forma que eu conheci os dois. Eram pessoas bacanas, quer dizer, eram só bacanas, porque gente eles não eram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Na verdade eram criados pelo tal bruxo e agora eu acho que tinha mesmo visto o tal sujeito. O menino chamou para dormir na casa deles e o mais velho concordou, por isso eu fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Fiquei por lá um tempo grande. Conheci o menino e a menina bem bastante. mas tinha um problema: começaram a brigar demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Era um "gostar-desgostando" o que sentiam aqueles dois. Um dia, numa grande discussão, o bruxo apareceu. E viu os dois brigando e reclamando e jogando árvores ao chão e pisando nas flores. E estes pisões foram coisa que o bruxo não gostou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E avisou uma e duas vezes mas a dupla não aprendeu. Foi assim que a coisa toda aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Num dia de mal humor, ao ver a dupla pisar num Girassol (e agora lembrei que era esse o nome do menino)o bruxo os amaldiçoou:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Enquanto não fizerem as pazes ficarão grudados no céu&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Girassol com o tempo virou Sol. E Luana virou Lua. E as estrelas sou eu. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3735039935382057352?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3735039935382057352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/as-bolas-do-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3735039935382057352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3735039935382057352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/as-bolas-do-ceu.html' title='As bolas do céu'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3517949586341081786</id><published>2010-08-02T12:31:00.000-07:00</published><updated>2010-08-02T12:34:21.196-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Poema marginal</title><content type='html'>&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O falo&amp;nbsp;enrijecido, alto e nobre e lúcido.&lt;br /&gt;Os lábios de uma vulva, molhada e vermelha e sábia.&lt;br /&gt;Da sabedoria que nenhum sentimento possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lábios de uma vulva, molhada e vermelha e sábia.&lt;br /&gt;O falo enrijecido, alto e nobre e lúcido.&lt;br /&gt;Da lucidez que nenhum falo possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O falo, os lábios, a cama.&lt;br /&gt;Os corpos, secos, prontos para suar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os lábios da vulva: molhados, sábios.&lt;br /&gt;E o falo: nobre, alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois corpos, uma cama.&lt;br /&gt;E um poema marginal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3517949586341081786?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3517949586341081786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/dois-marginais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3517949586341081786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3517949586341081786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/08/dois-marginais.html' title='Poema marginal'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3988205313420466742</id><published>2010-07-29T21:58:00.000-07:00</published><updated>2010-07-29T23:02:22.136-07:00</updated><title type='text'>.minha amanda.</title><content type='html'>.&lt;div&gt;eu a chamava de amêndoa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;achando que combinava com o caminhar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;longas pernas, passos curtos, cabelos ao vento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;um sutil e delicado rebolar &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dedos magros, unhas vermelhas, ombros desnudos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;aquela onda toda ao pisar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e eu a chamava de amêndoa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ria alto, enchia a boca &lt;/div&gt;&lt;div&gt;só para ela parar e me beijar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3988205313420466742?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3988205313420466742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/minha-amanda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3988205313420466742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3988205313420466742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/minha-amanda.html' title='.minha amanda.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-4763464379286867217</id><published>2010-07-20T16:49:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T16:49:13.691-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Fazer o quê?</title><content type='html'>Fazer o quê com a falta daquilo que você nunca me deu? Fazer o quê com as criações todas dos meus sonhos (sonhados em conjunto, num conjunto solitário)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê com a possibilidade criada sozinha, vivida num sofrimento onírico, num momento único, no fundo de um'alma recitada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê se tenho que voar? Fazer o quê com a tristeza que restar? E como voar sozinho, se o vôo é, em si mesmo, dois caminhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê se não sei rezar? Se não sei chorar? Se não sei cantar, andar, falar? &amp;nbsp;Fazer o quê, se o caminho é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o céu for mesmo cinza e a exceção for o azul e não o contrário? Se as estrelas todas forem cadentes? Se a Lua for Sol e não aparecer esta noite? Fazer o quê se tudo é noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a caneta perder a tinta? Se a tinta manchar o papel? Se o papel borrar as palavras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê se as palavras são sentimentos?&lt;br /&gt;&lt;s&gt;&lt;br /&gt;&lt;/s&gt;&lt;br /&gt;&lt;s&gt;Perder-se num momento e perguntar: Fazer o quê?&lt;/s&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-4763464379286867217?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/4763464379286867217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/fazer-o-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4763464379286867217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4763464379286867217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/fazer-o-que.html' title='Fazer o quê?'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3251659224154663816</id><published>2010-07-16T06:34:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T07:10:54.374-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Sob a Baía de Guanabara</title><content type='html'>Dizem que vive, ali sob a Baía de Guanabara, um 'pequeno se'. A ressaca do mar, segundo dizem, é a saudade que sente de um grande amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente à Baía de Guanabara é que se conheceram, meio por acaso, dizem...&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o 'pequeno se', que era então um 'grande sendo', beijou ali sua amada, bem ali, diante&lt;br /&gt;da Baía de Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brigas não existiam, nem tampouco morosidade, era perfeito, segundo dizem, o amor dos&lt;br /&gt;dois, apesar da tenra idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia o 'grande sendo' tomado por ciúme e vendo sua amada sorrir a outra criatura,&lt;br /&gt;fechou a cara e os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por pouco tempo, tempo de fechar e molhar os olhos mas, quando abriu, a amada&lt;br /&gt;estava enorme.Quando foi se desculpar o 'grande sendo' já não era grande nem sendo, era só 'ser' e sua&lt;br /&gt;amada o perdôou, ou foi assim que se contou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor já não era perfeito, mas era ainda grande e belo amor. Foi por cima (e por conta&lt;br /&gt;dele) que se construiu o Pão de Açúcar, acho que foi assim que a coisa toda se passou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estátua de Cristo, de mãos cerradas, sorriu ao ver a grande obra do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaros migraram e povoaram a Baía de Guanabara, peixes se deslocaram, belas ondas&lt;br /&gt;por ali chegaram, ninguém ali sabia o que era dor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que chegou um dia e a amada já sabia que era um dia especial. Foi então que subiu&lt;br /&gt;o morro e colheu dele a flor mais bela, perfumou-a com o seu perfume e parou para&lt;br /&gt;descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá em cima avistou um pássaro e a ele perguntou que roupa deveria usar. Olharam e&lt;br /&gt;conversaram até que ela voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressaca maior nunca se viu, a praia toda ele destruiu, coqueiros derrubou e assim a vida&lt;br /&gt;de muitas aves ele ceifou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso porque ela conversou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 'ser' não entendia que tamanha rebeldia, fazia crescer sua amada, e diminuir sua toada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaros foram embora, o Sol se escondeu atrás do branco, o Pão de Açúcar virou&lt;br /&gt;bondinho e o até a estátua abriu os braços, mas o 'ser' não se desculpou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amada molhou a face com lágrima salgada, mergulhou no doce mar e procurou mas o&lt;br /&gt;perdão não estava ali, na Baía de Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que o mar ficou salgado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela jurou voltar um dia, assim que seu coração deixar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim, segundo contam, que o 'Grande sendo' se tornou um 'pequeno se'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ele vive escondido, sob a Baía de Guanabara, e, dizem, quando chora sua amada, todo mar se revolta e se torna 'ressacada'...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3251659224154663816?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3251659224154663816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/sob-baia-de-guanabara.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3251659224154663816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3251659224154663816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/sob-baia-de-guanabara.html' title='Sob a Baía de Guanabara'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3732717618322324674</id><published>2010-07-15T20:43:00.001-07:00</published><updated>2010-07-15T21:16:47.875-07:00</updated><title type='text'>.das pequenas necessidades.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Não dá mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Éé....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: É sério, não temos mais um nós. Acho melhor acabar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Vai lá. Como mês passado, né?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Não, amor, é sério. Preciso saber o que tu pensa, se não acha que é melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Ah, mulhé, pára de loquiar. Vem ver futebol aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Ok, era tudo que eu precisava ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;[Silenciosamente, ela deixa a sala, vai para o quarto, arruma a mala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Meticulosamente, ela seleciona as roupas que mais gosta, as mais caras, as melhores e - obviamente - as mais desnecessárias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Carinhosamente, cheira o colchão em busca de lembranças doloridas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Vagarosamente, volta - pronta - para a sala.]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Tá, hoje resolveu encenar sério. Hahahahaha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Eduardo, eu vou embora. Amanhã minha mãe vem buscar o resto das minhas coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Hahahahaah Até de Eduardo resolveu me chamar. Aqui ó, cansei disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Eu também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Se tu pisar um pé por aquela porta afora, tu não entra mais mesmo. Cansei dessas ceninhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Não esquece que eu te amo mais do que tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Pois deixe de me amar ali no corredor já.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Não precisarei chegar até o corredor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Tá, vai lá. Pode me deixar. Tu nunca vai me esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Eu sei disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Tu nunca vai encontrar alguém que te ature como eu. Volta pra cá que eu faço de conta que nada aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Não. Esta é a única vez séria que faço isso, Eduardo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Tu nunca vai me esquecer, mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Eu já te disse que sei disso. Sempre saberei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELE: Tu mesma disse milhares de vezes que eu mudei tua vida. Vem cá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ELA: Te disse sim. Mas tu acreditou nisso e não eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;[Aliviadamente saiu pelo corredor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Aquela porta nunca mais foi fechada.]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3732717618322324674?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3732717618322324674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/das-pequenas-decisoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3732717618322324674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3732717618322324674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/das-pequenas-decisoes.html' title='.das pequenas necessidades.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-5299892535268541238</id><published>2010-07-12T22:25:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T09:35:16.436-07:00</updated><title type='text'>. da necessidade das palavras .</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ele me acorda perguntando: ~ o que foi que eu fiz?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Tentando não gritar de novo, cochicho: ~porra, é sério que preciso dizer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É sério que preciso dizer que tu abala minhas estruturas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É sério que preciso dizer que me sinto uma completa imbecil por pensar em ti pelas ruas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É sério que preciso dizer que há muito tempo alguém não entrava tão fundo nesse jardim completamente fechado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É sério que preciso dizer que isso é a coisa mais estúpida e mais linda que me aconteceu nos últimos tempos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É sério que preciso dizer que tu não entendeu que eu me apaixono por 32 segundos e depois desapaixono?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É sério que preciso dizer que já se passaram 32 segundos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;E é sério que preciso dizer que já se passaram mais de 32 dias até?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Voltei minha cabeça no travesseiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Nunca uma xícara de café foi tão silenciosa como a que veio em seguida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-5299892535268541238?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/5299892535268541238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/das-necessidades-das-palavras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5299892535268541238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5299892535268541238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/07/das-necessidades-das-palavras.html' title='. da necessidade das palavras .'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-2210810514802161673</id><published>2010-06-30T13:51:00.000-07:00</published><updated>2010-06-30T14:01:12.268-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Planeta Terra</title><content type='html'>O mundo é grandalhão&lt;br /&gt;tem água, rio e até pão.&lt;br /&gt;O mundo é mesmo bem grandão&lt;br /&gt;tem gente homem, gente mulher e até ladrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mundo pode ser pequenininho,&lt;br /&gt;tem mosquito, tem formiga e tem anão.&lt;br /&gt;O mundo é mesmo bem pequenino&lt;br /&gt;ontem mesmo eu encontrei aquele menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é bonito esse tal de Planeta Terra,&lt;br /&gt;mesmo que nossa avó fique doente, depois a gente enterra.&lt;br /&gt;É bonito mesmo o planeta Terra,&lt;br /&gt;a gente vê o Sol, a Lua e até alguma cratera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu vou ser bem grandona,&lt;br /&gt;quem sabe posso ser bonita e deixar de ser pequeninha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Yasmin*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;Yasmin é meu alter-ego feminino e poeta de 13 anos&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-2210810514802161673?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/2210810514802161673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/planeta-terra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/2210810514802161673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/2210810514802161673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/planeta-terra.html' title='Planeta Terra'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-5980355923652486573</id><published>2010-06-29T13:52:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T13:52:08.292-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>E ai de mim...</title><content type='html'>Um céu - &amp;nbsp;que nasceu cinza e ficou azul e se calou rosado - passou por mim hoje.&lt;br /&gt;Uma janela - que mostrou o céu nascer cinza, azular e 'rosa-morrer' - se postou diante de mim hoje.&lt;br /&gt;E os sonhos que me acompanharam por breves momentos deram espaço à já conhecida e (nem tão) amiga insônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai de mim se abrir a boca para reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre milhões de soldados feridos, meninos bandidos e outras mazelas cujas dores serão sempre infinitamente maiores que as minhas.&lt;br /&gt;Haverá sempre milhões de amigos prendados, companheiros armados e outros seres dispostos a darem uma solução digna e retilínea para meus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai de mim se abrir a boca para reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um céu - e ainda que fossem dois ou três ou quatro mil - que não comporta a minha 'felicidade-monstro' bicho inexistente mas que pronto se posta logo aí, presente.&lt;br /&gt;Uma janela - que mostro às vezes ao cobertor, travesseiro ou consciência que valha - da qual não entram pingos de chuva mas caem lágrimas de sal (como o suor dos soldados sofridos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai de mim se abrir a boca para reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá sempre um para demonstrar com clareza filosófica - destas filosofias que não são de alcova mas cairiam bem a uma prisão - que minha dor não é mais do que o resultado de uma vida de privilégios.&lt;br /&gt;Há sempre algum privilégio para desqualificar a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai de mim se abrir a boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-5980355923652486573?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/5980355923652486573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/e-ai-de-mim.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5980355923652486573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5980355923652486573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/e-ai-de-mim.html' title='E ai de mim...'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-1973160679744967103</id><published>2010-06-29T08:16:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T08:21:13.848-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Estafado</title><content type='html'>Não é um estado de espírito.&lt;br /&gt;Não é apenas um caso de cansaço puro e simples.&lt;br /&gt;Não é mesmo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se há tanto na definição da palavra, o paradoxo não é meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, também, por nada de novo.&lt;br /&gt;Não é, também, por nada que vá mudar.&lt;br /&gt;Não é, também, por algo que eu tenha feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, se escrevo tanto para definir a palavra, é por procurar definição no vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um caso passageiro.&lt;br /&gt;Não é apenas um estado de exaustão pura e simples.&lt;br /&gt;Não é mesmo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, se defino tanto o nada, que importância resta para o tudo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-1973160679744967103?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/1973160679744967103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/estafado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1973160679744967103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1973160679744967103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/estafado.html' title='Estafado'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-7622400110398696989</id><published>2010-06-28T07:37:00.001-07:00</published><updated>2010-06-28T07:37:29.223-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Livro (semi-)aberto</title><content type='html'>Quando você se senta e lê.&lt;br /&gt;Quando você ouve aquela música e abre o livro para ler.&lt;br /&gt;E quando você fecha o livro porque a música não te deixa ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a música. É o quadro que a música pinta no lugar da sua cabeça que deveria estar vazio para ler outro livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você desliga a música e senta.&lt;br /&gt;Quando você percebe que não era a música que não te deixava ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que você esquece e desiste de ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-7622400110398696989?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/7622400110398696989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/livro-semi-aberto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7622400110398696989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7622400110398696989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/livro-semi-aberto.html' title='Livro (semi-)aberto'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-816858883728242365</id><published>2010-06-16T12:05:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T12:06:09.071-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Cheiros e lembranças</title><content type='html'>Espalho pensamentos pela sala de estar.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vou à varanda deito-me à rede e observo os vizinhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Televisões ligadas, sons comuns de pessoas comuns.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo em seu lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Observo os cheiros que vem com o vento. O vento que não vem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E as lembranças de um gosto que ficou no passado. Ela não voltará.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo em seu lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ninguém pediu que ela voltasse. Ninguém duvidaria que ela voltasse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As lembranças que fazem falta não tem um nome, um rosto, uma presença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São apenas lembranças de quem sabe o gosto amargo de que não nasceu para aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;E com o desconforto da alma mal-entendendo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Ele morrerá e eu morrerei.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;E a língua em que foram escritos os versos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Sempre uma coisa defronte da outra,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Sempre uma coisa tão inútil como a outra,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Sempre o impossível tão estúpido como o real,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E se aquela casar, aquela outra namorar e aquela primeira esquecer. Não mudará o cheiro das fotografias e lembranças. Nem a lembrança de que sonhos não tem cheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-816858883728242365?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/816858883728242365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/espalho-pensamentos-pela-sala-de-estar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/816858883728242365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/816858883728242365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/espalho-pensamentos-pela-sala-de-estar.html' title='Cheiros e lembranças'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-6812213859604093254</id><published>2010-06-09T12:52:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T12:52:39.825-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Quimera</title><content type='html'>Ela tem olhos que me devoram,&lt;br /&gt;tem palavras que me desmontam,&lt;br /&gt;e um corpo que me embasbaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tem gestos que a fazem singular,&lt;br /&gt;eu a olho com uma visão plural,&lt;br /&gt;e palavras perto dela são clichês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sorrio e a vejo em meus sonhos,&lt;br /&gt;tenho ilusões pouco sigilosas,&lt;br /&gt;e um tanto criminosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevo pensando nela,&lt;br /&gt;ela vive sem saber de mim,&lt;br /&gt;e no final é só um poema mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-6812213859604093254?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/6812213859604093254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/quimera.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6812213859604093254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6812213859604093254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/quimera.html' title='Quimera'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-859865598129060312</id><published>2010-06-08T05:39:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T05:39:45.454-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Don't cry</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Talk to me softly&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;Cause my ears are not prepared&lt;br /&gt;To hear what yours eyes are saying&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;There's something in your eyes&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;something that I've seen before&lt;br /&gt;something that I've felt before&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Don't hang your head in sorrow&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;Even if I've said it before&lt;br /&gt;Even if I've looked at you before&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;And please don't cry&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;After all we both know you don't want to&lt;br /&gt;Even if I cry&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;I know how you feel inside&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;Cause I have feelings too,&lt;br /&gt;Even if you don't care about it.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've been there before&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;I've seen that before&lt;br /&gt;I've felt that before&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;Somethings changing inside you&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;But It's not a&amp;nbsp;excuse&amp;nbsp;to hurt me&lt;br /&gt;At least, It's not a excuse for you to try to hurt me&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And don't you know&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;I've never loved you,&lt;br /&gt;I've never think about it&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;And for that, I am so sorry.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-859865598129060312?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/859865598129060312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/talk-to-me-softly-cause-my-ears-are-not.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/859865598129060312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/859865598129060312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/talk-to-me-softly-cause-my-ears-are-not.html' title='Don&apos;t cry'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3177135093046875058</id><published>2010-06-07T09:49:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T09:54:37.999-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Essa noite eu tive um sonho.</title><content type='html'>Não era nada fora do comum. Eu fiz três tatuagens. E acordei pensando nas tatuagens.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;Devia ter pensado melhor nas tatuagens antes fazê-las.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;E não adianta mais dizer aos outros que &lt;i&gt;não me sinto só&lt;/i&gt;. Nem eu mesmo acredito nessas bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se as tatuagens tivessem nome, duas delas, certamente estariam apagadas, mas haveria sempre aquela outra, aquela que, por sorte (ou azar, já que não faz sentido) ficaria gravada em minha pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto procurava por aquele DVD perdido em minha casa, aquele vídeo com os tais moços cantando, aquele vídeo que ganhei do signo - &lt;i&gt;imagem mental, e apenas mental, da coisa cujo significado tem seu nome&lt;/i&gt;&amp;nbsp;- começo a pensar nas letras tantas que já escrevi e tantas besteiras que já disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tatuagens que coloquei em meu sonho foram, todas três, reais. E quando acordei e me coloquei a pensar na carta que escrevi, ouvindo aqueles moços do DVD, e que talvez te faça pensar que quero te tatuar novamente em meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Mas não se tatua a mesma coisa duas vezes&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;E, quem sabe (&lt;i&gt;se não for muito pragmatismo, muito egoísmo; se não for mesmo muita auto-promoção&lt;/i&gt;), se a tatuagem mal feita em meu corpo - ainda que profunda - estragar a carreira da artista ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fico a olhar para o envelope verde (&lt;i&gt;cheio de palavras sem sentido, escritas ao som dos tais moços&lt;/i&gt;)&amp;nbsp;pensando que talvez fosse melhor não ter tatuado nada. Então olho novamente a tatuagem e sorrio &lt;b&gt;um sorriso de quem sabe que uma marca, por mais dolorida que seja, é sempre uma dor querida.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3177135093046875058?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3177135093046875058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/essa-noite-eu-tive-um-sonho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3177135093046875058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3177135093046875058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/06/essa-noite-eu-tive-um-sonho.html' title='Essa noite eu tive um sonho.'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-6897294463842435678</id><published>2010-05-31T14:01:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T14:01:29.109-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>"Indizível"</title><content type='html'>O que você quer eu não posso dizer.&lt;br /&gt;E quando você pensa em dizer eu desisto de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você acha que quer, mas não quer insistir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias eu vou e volto até a estrada e descubro que a noite é igual.&lt;br /&gt;Como eu. E não me peça para mudar. Demorei para me engessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que você esperava de alguém que já não espera nada?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que você de mim quer eu não quero nem pensar.&lt;br /&gt;E se o penar é alto demais, adeus. Não é assim tão difícil dizer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já não penso em precipício, me jogar com alguém, nem em piscina de bolinha...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não me pensa nem insista.&lt;br /&gt;O que você quer eu não posso dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando ouço alguém dizendo o mesmo me parece fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo como um Sol que se põe ao longe, num filme. Bonito de ver, difícil de acreditar.&lt;br /&gt;O preço que me cobra é alto demais.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu sou baixo demais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-6897294463842435678?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/6897294463842435678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/indizivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6897294463842435678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6897294463842435678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/indizivel.html' title='&quot;Indizível&quot;'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-6215404472930445507</id><published>2010-05-21T14:59:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T14:59:48.742-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>É noite</title><content type='html'>A noite é longa minha amiga.&lt;br /&gt;A noite é longa e és minha amiga.&lt;br /&gt;Esqueças as bobagens que te disse.&lt;br /&gt;Esqueças os poemas que te escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é longa e minha amiga.&lt;br /&gt;Ainda há tempo para descobrires.&lt;br /&gt;As palavras que engoli em vão.&lt;br /&gt;As palavras que engoli para ter razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é dia hoje.&lt;br /&gt;"A lua é mais benigna que o Sol;&lt;br /&gt;alumia mas não brasa"&lt;br /&gt;E hoje, a noite terá fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É noite, minha amiga.&lt;br /&gt;Esqueça o que te disse enquanto era dia.&lt;br /&gt;É noite, minha amiga.&lt;br /&gt;Esqueça o que sonhaste enquanto dormia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-6215404472930445507?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/6215404472930445507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/e-noite.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6215404472930445507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6215404472930445507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/e-noite.html' title='É noite'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-4030619489845719675</id><published>2010-05-19T13:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T13:46:11.743-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Poema do não</title><content type='html'>Se for falar de tristeza não pense em lágrimas&lt;br /&gt;se for escrever poesia de entristecer não molhe palavras&lt;br /&gt;se for ouvir música que esconde o sol não veja as nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não é ali que reside tudo aquilo que é triste,&lt;br /&gt;não é ali que a alma suspira e olha para cima,&lt;br /&gt;procurando a alma d'alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é no rosto deprimido de um não que reside a dor,&lt;br /&gt;mas na lembrança de tanto sim que passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-4030619489845719675?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/4030619489845719675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/poema-do-nao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4030619489845719675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4030619489845719675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/poema-do-nao.html' title='Poema do não'/><author><name>Victor Amatucci</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_zKvGzuiSvKY/SpQBcQIiuVI/AAAAAAAAALc/6GdDEb5Ez-o/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-4947759189865036629</id><published>2010-05-18T05:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T05:32:20.774-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Pequeno balaio</title><content type='html'>Um papel enrolado, cheio de notícias escritas.&lt;br /&gt;Um papel usado, cheio de notícias velhas.&lt;br /&gt;Um pedacinho assim, que mais parece brinquedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma folha frágil, cheia de opinião inútil.&lt;br /&gt;Uma folha volátil, cheia de paradoxos.&lt;br /&gt;Um pedacinho assim, onde uma criança passa cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma série de palavras amontoadas, sem muito sentido.&lt;br /&gt;Uma série de urgências acaloradas, sem muito espírito.&lt;br /&gt;Um pedacinho assim, que vai enrolando num cesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança mostra a todo mundo:&lt;br /&gt;palavras, notícias, urgências;&lt;br /&gt;nada disso tem importância,&lt;br /&gt;se não virar brinquedo depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-4947759189865036629?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/4947759189865036629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/um-papel-enrolado-cheio-de-noticias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4947759189865036629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4947759189865036629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/um-papel-enrolado-cheio-de-noticias.html' title='Pequeno balaio'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-6521488422873248542</id><published>2010-05-07T14:39:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T14:39:34.390-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Nada</title><content type='html'>Eu me sento e a luz da lua me ilumina.&lt;br /&gt;Eu me sento e, para falar a verdade, já não há luz que ilumine.&lt;br /&gt;Nem lua. Nem eu nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me pego pensando nas coisas que fiz.&lt;br /&gt;E concluo que nada fiz. Nada que mudasse o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sento e já não há mundo.&lt;br /&gt;Me levanto e me lembro do mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembro que a metafísica é apenas a consequência de estar mal disposto.&lt;br /&gt;E me lembro da pequena comendo chocolates. Mas já não há pequenas, nem chocolates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa lembrança seriam os chocolates. Um doce sentimento que derreteu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sento e me pergunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde andará a lua&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-6521488422873248542?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/6521488422873248542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/nada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6521488422873248542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6521488422873248542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/05/nada.html' title='Nada'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-7680440244736104624</id><published>2010-03-15T13:43:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T13:41:40.143-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>.temperos.</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;saudade não precisava doer, dizia minha avó&lt;/div&gt;&lt;div&gt;enchia os olhinhos nublados de experiência e contava dos tempos de namorada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;repetia aventuras com a mesma alegria que as vivera&lt;/div&gt;&lt;div&gt;detalhava roupas, nuvens e olhares com a facilidade do tricô&lt;/div&gt;&lt;div&gt;parecia ciscar a juventude no chão com suas meias de lã&lt;/div&gt;&lt;div&gt;achava uma história entre suas receitas e nos chamava&lt;/div&gt;&lt;div&gt;empoleirávamos netos pela cozinha mais saudosa da redondeza&lt;/div&gt;&lt;div&gt;olhos fritos nos rostos e ouvidos de panelas a espera dos ingredientes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;enquanto picava, sovava e descascava, narrava e nos misturava para o jantar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;suspirava e fazia deliciosos pratos enquanto revivia sua paixão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou seria ela a poetiza dos fogões com os sonhos de outrora?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;por vezes, entre uma cebola e outra, temperava o assado com uma lágrima perdida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;saudade, sempre dizia ela, não precisava doer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-7680440244736104624?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/7680440244736104624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/03/temperos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7680440244736104624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7680440244736104624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/03/temperos.html' title='.temperos.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-6085538944845473037</id><published>2010-02-09T05:47:00.000-08:00</published><updated>2010-02-09T07:50:40.326-08:00</updated><title type='text'>.susto.</title><content type='html'>.&lt;div&gt;chegou sorrateiro na cama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;leviano feito bichano pardo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;cheirou dobras do lençol&lt;/div&gt;&lt;div&gt;farejava corpo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;parou no travesseiro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sussurou quase lambida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tenho abstinência de margarida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-6085538944845473037?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/6085538944845473037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/02/susto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6085538944845473037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6085538944845473037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/02/susto.html' title='.susto.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-7184616018116456148</id><published>2010-01-23T22:46:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T23:15:08.569-08:00</updated><title type='text'>.não sou eu.</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Não, não espere mil corações.&lt;br /&gt;Não espere emoções.&lt;br /&gt;Não espere por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não espere nada,&lt;br /&gt;nada além de um simples não.&lt;br /&gt;Nada além de um nós, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, não posso mais te dar o que tu quer.&lt;br /&gt;Não. Não posso mais te oferecer além daquilo que eu fiz.&lt;br /&gt;Não, não tenho mais como provar.&lt;br /&gt;Só não, não dá.&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, não espere lágrimas.&lt;br /&gt;Não, não espere rasgos na minha pele.&lt;br /&gt;Não, não há nada mais além de marcas da vida agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sim..&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-7184616018116456148?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/7184616018116456148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/nao-sou-eu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7184616018116456148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7184616018116456148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/nao-sou-eu.html' title='.não sou eu.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-1368752976192409817</id><published>2010-01-23T20:17:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T20:27:44.912-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Na sorveteria [crônica]</title><content type='html'>Sunday. Sempre escolha sunday. Essa é a dica. Não a deixe pensar, fale pelos dois, escolha por ela também. No fim, peça apenas um, um único sunday para os dois. Isso sim é ser romântico. De todas as opções possíveis, para os tantos muitos sabores que existem, fique com o mais simples: chocolate. Não tem como errar. Assim, vá logo pedindo algo do tipo: duplo, de chocolate – completo – com calda de chocolate também, um pouco de castanhas de caju, muito do branco machimelo, um pouco de caramelo e, por cima de tudo, duas cerejas com sua calda açucarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_rwJ50XF9OVI/S1vL7HyhIFI/AAAAAAAACpo/dpC5builulw/s1600-h/9854sorvete.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_rwJ50XF9OVI/S1vL7HyhIFI/AAAAAAAACpo/dpC5builulw/s200/9854sorvete.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;É certo, um bom lugar para o primeiro encontro, até mesmo antes de pedir pra namorar. Nem importa a idade ou a dieta. Não mencione dieta, nunca. É até oportuno para dizer o quanto você a acha linda e especial quando ela disser que “está gorda” – todas se acham gordas demais, magras de menos. Uma boa sorveteria, perto de uma praça, onde todos possam ver vocês juntos. Tudo numa mesma taça bem gelada, naquele dia quente, um fim de tarde iluminado com muito sol, e assim cada um poderá desfrutar do mesmo sorvete, quase uma confidência, propósito para um primeiro beijo, para muitos beijos – quantos beijos ela quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorveterias são lugares quase mágicos, que remetem a uma infância propositada de memórias daquele primeiro amor que se sente uma única vez, mas que se deseja sempre, repetidas vezes. Precisa ser assim. Pode-se levar a qualquer lugar, da boate a um bar, praias e luais ou mesmo granfinos restaurantes. Mas tudo isso, a todos tais lugares, qualquer um pode levar. Nestes espera-se momentos românticos ou meras aventuras de uma noite. Mas estamos aqui falando de coisas especiais, então não se escolhe lugares comuns de romances cotidianos em aventuras urbanas cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportuno é falar de comida. Levar uma garota a uma lanchonete ou pra comer o cachorro-quente da esquina é completamente diferente do levar a um restaurante de comida caseira. Nada se compara ao convidar para um bom vinho se só se oferece coca-cola. Tem que ler nas entrelinhas. Fast-food é sinal de falta de compromisso e de pouca conversa. Quando se quer levar alguém a sério é preciso gastar tempo, muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente disso que estamos falando: prolongar-se os relacionamentos, ir além das escolhas pré-formatadas. Sentar à mesa, chamar para um programa prolongado, demonstra seriedade, querer algo mais do que o mero prazer e o contato físico. E, não pense que elas não reparam isso. Cada convite é medido e pesado, e isto determinará as escolhas que farão por nós. Aquele velho jogo da conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, fica a proposta de uma tarde amável, simples e longa, onde os dois podem se conhecer, se deixar conhecer, encontrar-se com o outro. Vejamos as diversas vantagens deste encontro. A começar, como já foi dito acima, este será um encontro para não olhar relógios, naquilo onde a tarde se desprende em correria única do sol que segue pacientemente o mesmo caminho. Depois temos a roupa. Nada das formalidades de encontros em restaurantes ou festas; ou se é formal demais ou veste-se “para caçar”, e roupa de balada não é exatamente como somos realmente. Numa tarde quente as roupas são descontraídas, coloridas; o cabelo dela estará solto para o vento carregar. Usará um vestido leve, coberto em flores claras, em tons laranjas, simples, alegres. Nada de maquiagens e sombras, apenas o brilho em seus lábios provocando desejo de falar mais perto e sentir o perfume suave que o vento faz sorrir no corpo dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informal significa atraente, verdadeiro. Uma sandália leve aos pés, aquela camisa branca básica por cima daquela bermuda jeans surrada e barba de um ou dois dias. Cabelos por pentear, ajeitados pelos dedos rápidos, esperando que ela não repare a falta do gel fixador. Nada é por falta de cuidado, mas pelo lazer, pelo prazer da companhia um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem precisa dizer para onde vão; diga apenas que darão uma volta. Nada de carro, será a pé mesmo. Lembre-se: vocês vão gastar tempo juntos, não têm outro compromisso a não ser estar um com o outro. É preciso convencê-la a querer ficar em sua companhia. Se o dia está quente, é claro que vai se parar em algum lugar e sentar. Faça a escolha, aquela do sunday, procure uma boa mesa onde possam sentar lado-a-lado e desfrutem. Você pediu duas cerejas; ela vai querer as duas – é assim que são as coisas – então, entenda, você não pediu pensando em si, pois, mesmo que você goste muito de cerejas, é certo que não vai comer uma nesse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe se sujar. Sorvete só é bom quando podemos nos sujar com ele. Por isso a camisa branca: camisas brancas tendem a atrair caldas de chocolate. E o canto da boca fica mais suave com calda de cereja para um beijo gelado – e ainda nem estarão na metade da taça. O sorvete irá derreter, vocês nem vão perceber. A tarde irá terminar, quererão ficar juntos por mais tempo e, isto sim, vocês vão perceber. Ela vai rir de sua camisa com marcas de gostas de chocolate e você só vai pensar que nem se lembrava do quanto era bom um sunday. Caminharão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai acompanhá-la até em casa. Não vai parar de olhar para seus olhos. As mãos não vão querer se soltar até que vire abraço e ela deitará a cabeça em seu peito. Seus braços a envolverão suavemente, como que a protegendo. Nada mais; simples, como tem que ser. Ficarão assim por um tempo, alguns minutos, talvez – outra coisa que vocês não perceberão. Ela dirá “até amanhã” – quer te ver mais uma vez. Mais um beijo! E você confirmará “até amanhã”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-1368752976192409817?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/1368752976192409817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/na-sorveteria-cronica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1368752976192409817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1368752976192409817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/na-sorveteria-cronica.html' title='Na sorveteria [crônica]'/><author><name>Marcos Lemos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-hqb-vRCnaEE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAD5c/9uUaihBpsoQ/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rwJ50XF9OVI/S1vL7HyhIFI/AAAAAAAACpo/dpC5builulw/s72-c/9854sorvete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-6185923372316066466</id><published>2010-01-21T15:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-21T15:00:35.823-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Da Empolgação...</title><content type='html'>Um grito.&lt;br /&gt;Um berro. &lt;br /&gt;Um pulo do precipício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou o oposto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da empolgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos tempos de infância. Da adolescência querida. Da energia da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou o oposto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da empolgação, só lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou nem isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-6185923372316066466?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/6185923372316066466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/da-empolgacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6185923372316066466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/6185923372316066466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/da-empolgacao.html' title='Da Empolgação...'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3805942310230651240</id><published>2010-01-19T15:43:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T15:52:15.236-08:00</updated><title type='text'>.di moiá os capin.</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;ei tio pedrin&lt;br /&gt;móia o meu corpin&lt;br /&gt;prá mó di ficá limpin&lt;br /&gt;e dispois eu passá cherin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ei seu pedrin&lt;br /&gt;quero ir lá na festin&lt;br /&gt;vê uns mininu bunitin&lt;br /&gt;e dá muito dus bejin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ei são pedrin&lt;br /&gt;faiz isso pru min&lt;br /&gt;qui o simestre tá nu fim&lt;br /&gt;i eu quéru dançá cus passarin&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[do baú - 2005]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3805942310230651240?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3805942310230651240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/di-moia-os-capin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3805942310230651240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3805942310230651240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/di-moia-os-capin.html' title='.di moiá os capin.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-323113350869065853</id><published>2010-01-18T00:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T05:42:46.490-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>30 minutos</title><content type='html'>Faz meia hora que a deixei. Ainda sinto em minha coxa o peso de sua mão. Mão que me afaga enquanto dirijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que chamam saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Every time that I look in the mirror&lt;br /&gt;All these lines on my face getting clearer.&lt;br /&gt;The past is gone,&lt;br /&gt;It went by like dusk to dawn.&lt;br /&gt;Isn't that the way&lt;br /&gt;Everybody's got their dues in life to pay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yeah, I know nobody knows&lt;br /&gt;Where it comes and where it goes.&lt;br /&gt;I know it's everybody's sin&lt;br /&gt;You got to lose to know how to win&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Faz meia hora que a deixei. Na casa dela, junto com o sorriso. Faz meia hora que a deixei. Falta uma hora para ligar para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não sei o que sentir. Ela ainda menos. Faz meia hora que a deixei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E prometi ensiná-la que não é apenas o mar que permite olhares com o infinito como horizonte. Como prometi a mim mesmo não fazer este tipo de promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz meia hora que a deixei. E duas horas que penso nas promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mulher cabe em meus olhos, remota. Como &lt;a href="http://bypabloneruda.multiply.com/journal/item/22/22" linkindex="37" target="_blank"&gt;a de Neruda.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meus olhos ainda vêem quando a enxergo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E permito a mim mesmo um cair de lágrimas. Como aquele que causei inda há pouco, dias atrás. Não é a mulher que é remota, é minh'alma que desistiu de se aquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-323113350869065853?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/323113350869065853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/30-minutos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/323113350869065853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/323113350869065853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/30-minutos.html' title='30 minutos'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-273147161594741205</id><published>2010-01-12T05:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T05:23:36.328-08:00</updated><title type='text'>Te amo não é pra qualquer um</title><content type='html'>Desprezar Diz pesar dizer do pesar e não pensar. escrever. não pontuar. desprezar. e o prezo que tenho por ti diminui. e me sinto preso. não escrevo, não pontuo, regurgito palavras e leia quem tiver que ler ou não leia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Crer em mim? Não, nem em nada.&lt;br /&gt;Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente&lt;br /&gt;O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,&lt;br /&gt;E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.&lt;br /&gt;Escravos cardíacos das estrelas,&lt;br /&gt;Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;&lt;br /&gt;Mas acordamos e ele é opaco,&lt;br /&gt;Levantamo-nos e ele é alheio,&lt;br /&gt;Saímos de casa e ele é a terra inteira,&lt;br /&gt;Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Impossível dividir o que nunca existiu. impossível concluir o que não se iniciou. impossível não pensar em você. impossível não concluir que palavras não têm voz própria. impossível não achar que muitas não deveriam ter sido ditas. desprezíveis. meus ouvidos nunca imaginariam. meus olhos tampouco. Tão pouco. se o que dissestes a mim pode agora dizer a outro. tão novo. impossível não concluir. impossível não entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é pra qlqer um...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-273147161594741205?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/273147161594741205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/te-amo-nao-e-pra-qualquer-um.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/273147161594741205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/273147161594741205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2010/01/te-amo-nao-e-pra-qualquer-um.html' title='Te amo não é pra qualquer um'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3461562890065272055</id><published>2009-12-30T13:01:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T13:29:21.720-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Do livro que eu ganhei</title><content type='html'>Do livro que posso ganhar, só esperança.&lt;br /&gt;Do livro que acabo de ganhar, ansiedade.&lt;br /&gt;Do livro que leio, incógnita.&lt;br /&gt;Do livro que li&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do livro que li e não gostei,&lt;br /&gt;do livro que li e reli e não gostei,&lt;br /&gt;do livro que li, reli e emprestei e não gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos livros todos que ganhei.&lt;br /&gt;Dos tantos outros que busquei.&lt;br /&gt;Dos livros que encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro que li e não gostei.&lt;br /&gt;Deste não restará de mim senão estilhaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da doce esperança de ter havido nele uma dedicatória.&lt;br /&gt;Uma síntese do rompante de coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro que li e não gostei, descobri:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.blogspot.com/2009/10/rodeio.html?showComment=1262205777072_AIe9_BHbS7tRHdHIb3FHRFejRJTt0HcP84hznYRuEBCG34uJnY7ACFTF2n2Mp3zzph4MbDVa3-T8jD8Nau45Ryaze3iSgG8skCiKHypbGo-oWpFPdQEVt324nH6PrZWkWat0RyuM-VSOqV61hXPWLUG83Kme2dUqDzcC7SyeuC_xTDsc2t8ZcuDN2cxzqPpsym8rLhoPZ8PGvmbxJinb6xNxLQ5TBVaSrw#c2442550510869464154" target="_blank"&gt;Dedicatória não se pede.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3461562890065272055?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3461562890065272055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/do-livro-que-eu-ganhei.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3461562890065272055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3461562890065272055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/do-livro-que-eu-ganhei.html' title='Do livro que eu ganhei'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-8114471878970679852</id><published>2009-12-25T17:23:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T13:02:40.226-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Eu te proponho</title><content type='html'>Uma lembrança. De um momento assim real. &lt;br /&gt;Te proponho um sonho novo, bom, irreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que assim, ao menos nas lembranças,&lt;br /&gt;para que assim, ao menos na esperança,&lt;br /&gt;para que assim, termos um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqueles momentos que sonhei sozinho,&lt;br /&gt;aqueles outros tantos que vivi quando partiste,&lt;br /&gt;aqueles momentos que já não são possíveis,&lt;br /&gt;Poderão, enfim, florescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te proponho não me lembrar.&lt;br /&gt;Te proponho um cerrar de olhos molhados,&lt;br /&gt;um gosto de lágrimas secas,&lt;br /&gt;e o fim de uma frustração por não chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te proponho que apareça em meus sonhos,&lt;br /&gt;e realizando os desejos insensatos,&lt;br /&gt;que sonhados não são mais do que relatos,&lt;br /&gt;e na realização deste sonho não vivido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;te proponho um não ao não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-8114471878970679852?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/8114471878970679852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/eu-te-proponho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8114471878970679852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8114471878970679852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/eu-te-proponho.html' title='Eu te proponho'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-5199846111419117351</id><published>2009-12-16T20:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T20:32:42.982-08:00</updated><title type='text'>.do ódio 2.</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;ela te odeia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU&lt;br /&gt;mas ela nunca nem me viu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;ela te odeia só por saber quem tu é prá mim&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-5199846111419117351?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/5199846111419117351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/do-odio-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5199846111419117351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5199846111419117351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/do-odio-2.html' title='.do ódio 2.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-8425940423624181166</id><published>2009-12-15T18:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T18:27:44.394-08:00</updated><title type='text'>.mar.</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;hoje acordei meio mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imensidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero tomar conta do teu horizonte&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-8425940423624181166?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/8425940423624181166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/mar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8425940423624181166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8425940423624181166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/mar.html' title='.mar.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3562220941334561233</id><published>2009-12-15T03:58:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T07:38:13.524-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Learn something</title><content type='html'>I want to hesitate more and more and more.&lt;br /&gt;I want you telling me that i have to loose my mind.&lt;br /&gt;I want to be alone but in my loneliness&lt;br /&gt;i hear you whispering in my ears&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"there is no need to hide yourself, there is no need to explain yourself"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But i've done my best since i've regret all my nightmares&lt;br /&gt;I've done with all that and wish you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;the best&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3562220941334561233?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3562220941334561233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/learn-something.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3562220941334561233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3562220941334561233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/learn-something.html' title='Learn something'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-2242592887282035791</id><published>2009-12-14T09:37:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T09:37:13.342-08:00</updated><title type='text'>Song is you</title><content type='html'>I hear music when I look at you;&lt;br /&gt;A beautiful theme of every&lt;br /&gt;Dream I ever knew.&lt;br /&gt;Down deep in my heart I hear it play.&lt;br /&gt;I feel it start, then melt away.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hear music when I touch your hand;&lt;br /&gt;A beautiful melody&lt;br /&gt;from some enchanted land.&lt;br /&gt;Down deep in my heart, I hear it say,&lt;br /&gt;Is this the day? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I alone have heard this lovely strain,&lt;br /&gt;I alone have heard this glad refrain:&lt;br /&gt;Must it be forever inside of me,&lt;br /&gt;Why can't I let it go,&lt;br /&gt;Why can't I let you know,&lt;br /&gt;Why can't I let you know the song&lt;br /&gt;My heart would sing? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That beautiful rhapsody&lt;br /&gt;Of love and youth and spring,&lt;br /&gt;The music is sweet,&lt;br /&gt;The words are true -&lt;br /&gt;The song is you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F. Sinatra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-2242592887282035791?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/2242592887282035791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/song-is-you.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/2242592887282035791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/2242592887282035791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/song-is-you.html' title='Song is you'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-8608630453741501441</id><published>2009-12-11T04:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T04:36:36.419-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Amor sincero.</title><content type='html'>Para se desculpar dos erros todos ele comprou flores. Para sentir-se menos culpado ele chorou de lado. Sorriu um sorriso amarelo, esperado. Sabia que dessa forma seria perdoado.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não era um crime que havia cometido. Não era bobagem tampouco. Não era muito, nem pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o olhar dela mataria qualquer dúvida de julgamento. Não. Ele havia sido condenado e agora não adiantava anos de trabalho social, semi-escravizado. E se a maior condenação era a pessoal e intransferível; desta estava livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava dela. Faria todas as bobagens para merecer um sorriso verdadeiro outra vez. E um abraço. Ainda que precisasse ser hipócrita como não gostava de ser. Ainda que tivesse de dizer um amontoado de palavras que fazem sentido só na cabeça de quem assiste um filme, conformado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia que não havia sinceridade nas ações e palavras vindas do criminoso. Sabia que ele nunca diria verdades como aquelas mentiras doces. Sabia que ele não se sentia criminoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas percebeu o esforço que ele fez. E retribuiu esforçando-se para sorrir de forma natural. Ainda que fosse mentira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-8608630453741501441?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/8608630453741501441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/amor-sincero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8608630453741501441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8608630453741501441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/amor-sincero.html' title='Amor sincero.'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3138004405066609016</id><published>2009-12-09T09:03:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T09:06:20.303-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Suave mudança</title><content type='html'>Pára outra vez,&lt;br /&gt;Com coração minha esperança,&lt;br /&gt;Pois já vejo chegando o verão, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ao colchão, sem a certeza se devo sonhar,&lt;br /&gt;pois bem sei que a lágrima quer saltar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubo-lhe as rosas, mas que bobagem,&lt;br /&gt;as rosas são minhas, simplesmente as rosas exalam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o perfume que roubei de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devias ir, sem ver os meus olhos tristonhos,&lt;br /&gt;e quem sabe lembrar dos teus sonhos para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devias vir para cerrar meus olhos vermelhos,&lt;br /&gt;e contar os meus sonhos... do fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3138004405066609016?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3138004405066609016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/suave-mudanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3138004405066609016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3138004405066609016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/suave-mudanca.html' title='Suave mudança'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3311959647056523613</id><published>2009-12-08T17:22:00.000-08:00</published><updated>2009-12-20T04:03:44.963-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>.tombo.</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Aquela felicidade que outrora dançava na festa das borboletas, agora se prende na garganta, entalada tal qual ressaca de martini.&lt;br /&gt;Arrependida de ter feito aquele sorriso infinito aparecer, ela embrulhou o estômago e resolveu sair duma vez, levando consigo tudo que estivesse no seu caminho.&lt;br /&gt;Enfraquecendo as estruturas, aproveitou-se da queda do corpo ao chão e correu em direção ao que tanto queria destruir.&lt;br /&gt;Parou ali, bem na garganta amaciada pelos sussurros noturnos, criando um desconforto tão forte que espremeu os negros olhos maquiados.&lt;br /&gt;O rosto de neve manchava-se aos poucos com lágrimas de saudade e cinzentos pedaços da felicidade que já começava a sair.&lt;br /&gt;O vomito veio intenso e seco, com inúmeros estilhaços de vidros daquele coração bobo que se partira com palavras de pedra.&lt;br /&gt;O vazio que ficou era tão dolorido e os ecos, ensurdecedores, que o corpo, castigado pela tristeza e ferido de ilusão, não teve mais forças para levantar.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3311959647056523613?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3311959647056523613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/tombo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3311959647056523613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3311959647056523613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/tombo.html' title='.tombo.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-7408780532139814723</id><published>2009-12-07T09:58:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T14:58:09.240-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Preciso andar.</title><content type='html'>"Deixe-me ir, preciso andar." E com essas palavras levantou-se ela num sobressalto e vestiu seu nu mais bonito. E sorriu uma cantiga de ninar. E seu caminhar ganhou um suave balanço.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passou entre as árvores que traziam já o outono e delicadamente pisou sobre as folhas amareladas e marcou seu caminho na terra úmida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quero assistir ao Sol nascer, ver as águas dos rios correr, ouvir os pássaros cantar. Quero nascer, quero morrer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o destino sério, cantou uma cantiga. As vozes ficaram ali, bailando no ar e uma série de clichês davam um tom brilhante entre o amarelo e o laranja, ofuscando a visão dos animais do dia, sem, no entanto, permitir a visão dos animais da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando o vento sussurrou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande; font-size: 100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Conta a velha lenda que a bela princesa guarani dançou, mais uma vez, na beira da cachoeira, por seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao som do vento,  remexeu suas tatuagens de urucum e jenipapo delicadamente para a lua, até cansar seus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitou-se na terra e o rio, que apaixonara-se pela delícia daquele balanço, levou-a para o fundo de seu leito, para vê-la, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;também, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;à luz do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, enfim, a primavera voltou, trazendo as pétalas aveludadas aos gramados e a brisa pueril aos matagais, a lua entendeu o que era saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorando estrelas, percebeu o amor por aqueles pequenos traços morenos e minguou, implorando às águas sua amada de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas incandescentes, no negro oceano, ecoaram a triste verdade que vinha de longe: já era, assim, tarde demais.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;(conto de Victor Amatucci, poesia de Márgara Squeff)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-7408780532139814723?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/7408780532139814723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/preciso-andar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7408780532139814723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7408780532139814723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/preciso-andar.html' title='Preciso andar.'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-7555929119093940713</id><published>2009-12-03T18:42:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T18:42:39.843-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Sentir a falta de sentido</title><content type='html'>Hoje a encontrei. Com o novo eu. Que nunca será como.&lt;br /&gt;Hoje a encontrei e tive a certeza, nunca me conheceu.&lt;br /&gt;Hoje a encontrei e me choquei.&lt;br /&gt;Não fiquei arrasado. Não fiquei desencontrado. Não fiquei nada. Só fiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que preferia estar arrasado.&lt;br /&gt;Acho que seria uma esperança de que ainda podia dar certo.&lt;br /&gt;Assim... sem sentir nada... não tem mais nada pra acontecer com ela...&lt;br /&gt;e aconteceu tão pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que estou cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A graça é procurar alguém que não canse" dirá.&lt;br /&gt;Mas estou cansado é de procurar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-7555929119093940713?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/7555929119093940713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/sentir-falta-de-sentido.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7555929119093940713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7555929119093940713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/sentir-falta-de-sentido.html' title='Sentir a falta de sentido'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3626380566943849634</id><published>2009-12-03T04:02:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T04:02:44.784-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Um reencontro</title><content type='html'>O dia estava ensolarado. O Carro empoeirado e a carta ali, surrada. Leu como se fosse secreta. Riu como fosse surpresa. Chorou como se importasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E concluiu mesmo que o "O Mundo é um Moinho". E antes que o mundo reduzisse suas ilusões a pó decidiu tomar uma decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não haveria Cartola, Noel ou sambista que tirasse sua vontade de ser feliz. Seria feliz. Nem que para isso precisasse fazer aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se e tomou um banho demorado. Colocou aquele perfume que havia ganhado. Se olhou no espelho e decidiu tomar mais um banho, desta vez de banheira. Tudo havia de ser da maneira dela. E ao sair deste outro e ao se olhar e ao se pintar e ao se pentear, resolveu admirar um pouco o lual que ali se encontrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Volt&lt;/i&gt;a &lt;i&gt;ao jardim&lt;/i&gt;. Mas não se queixa com as rosas. Apenas as observa e confessa aquele segredo que fazia tempos não admitia. &lt;i&gt;Sei que errei, errei inocente.&lt;/i&gt; Aquele "Amor Proibido" não era assim tão proibido, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pegou o telefone como fosse uma arma. Uma rosa. Um último suspiro de intraquilidade e... "Olá"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se seguiu foi um amontoado de palavras sem muito sentido, embora soubessem aquele sentido maior que ninguém conseguiria explicar. Assim mesmo, confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E marcaram ali, em cima da ponte. E sabiam que se reconheceriam por fora, embora estivessem um tanto mudados por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram Oi, se abraçaram e beijaram. E concluíram que, afinal, as pessoas não mudam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3626380566943849634?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3626380566943849634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/um-reencontro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3626380566943849634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3626380566943849634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/12/um-reencontro.html' title='Um reencontro'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-5464616048084195326</id><published>2009-11-27T09:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T19:09:51.781-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>.da música.</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;primeiro, sonhei com o dia que aquela gaita cantaria um blues&lt;br /&gt;um especialmente choroso só prá eu requebrar delicadamente&lt;br /&gt;depois, quis um solo de uma guitarra desajustado e louco&lt;br /&gt;daqueles que estremecem aqueles músculos visíveis apenas ao toque&lt;br /&gt;quis, também, uma noite inteira de dedilhados de um baixo rouco&lt;br /&gt;para eu balançar o corpo quase desnudo pela sala vazia&lt;br /&gt;já desejei apenas o som da voz suave declamando amores&lt;br /&gt;sussurrando delírios e criando sonhos à meia luz&lt;br /&gt;hoje, exijo apenas o barulho da chuva nas folhas da figueira&lt;br /&gt;para que eu possa te deixar num silêncio chapado de mim&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-5464616048084195326?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/5464616048084195326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/da-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5464616048084195326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5464616048084195326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/da-musica.html' title='.da música.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-5689687125836521217</id><published>2009-11-27T08:20:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T20:29:03.165-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>No aeroporto</title><content type='html'>Ainda não se viam, mas os olhos procuravam como que hipnotizados. Olhos não se cansam de ver. Já passaram muito tempo separados, então, mais do que justo procurarem um ao outro e se encontrarem pra dar cabo à saudade que ainda queima no peito. Nem importa muito quanto tempo passou. É certo que seja um dia ou dois, muitos meses ou poucos anos, aos amantes cabe sua parte da falta que o outro fez e o desejo de reencontrar.&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_rwJ50XF9OVI/Sw_7stIv2AI/AAAAAAAACWU/CZ0FOv1ux6U/s1600/abraco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_rwJ50XF9OVI/Sw_7stIv2AI/AAAAAAAACWU/CZ0FOv1ux6U/s200/abraco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Quem observa não sabe quem chega ou quem recebe na hora do reencontro. Jogam-se um aos braços do outro e giram, se beijam. Estão felizes, mesmo chorando. Chora-se tudo o que não se chorou na ausência. É preciso que o outro veja quanta falta lhe fez e repetem incansavelmente “senti sua falta, estava com saudade” entre um beijo, um olhar e um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros não querem parar de se olhar; não precisam procurar já que estão ali mesmo juntos. O problema está no soltar, no deixar ir, não importando se por um dia ou dois, muitos meses ou poucos anos, onde aos amantes caberá a parte da falta que o outro fará, de um reencontro cheio de saudade certa, com data marcada pra acabar – ou não. Não querem parar de se olhar. Quando a vista não mais alcançar, ficará apenas a lembrança.&lt;br /&gt;Quem observa não sabe quem vai ou quem fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Autor: &lt;a href="http://www.ferramentasblog.com/"&gt;Marcos Lemos&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-5689687125836521217?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/5689687125836521217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/no-aeroporto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5689687125836521217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/5689687125836521217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/no-aeroporto.html' title='No aeroporto'/><author><name>Marcos Lemos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-hqb-vRCnaEE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAD5c/9uUaihBpsoQ/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rwJ50XF9OVI/Sw_7stIv2AI/AAAAAAAACWU/CZ0FOv1ux6U/s72-c/abraco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-1792073143620260688</id><published>2009-11-27T07:34:00.001-08:00</published><updated>2009-11-27T07:34:39.293-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Um pouco de cultura</title><content type='html'>Ele sentou e se olhou. Sua barba havia crescido. Pensou que se sua alma tivesse metade do tamanho dela, então ele teria que passar um bom tempo no purgatório. Riu. Não era católico nem acreditava naquelas besteiras de vida depois da morte. Não podia mesmo esperar outra coisa dele. É difícil se preocupar com a vida depois da morte quando a própria morte mora em sua geladeira. Ou quando não se tem uma geladeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jogou fora as fotos e aquele pequeno espelho, que continha um “porta-pó-estranho-e-fedido” e continuou a pesquisar na bolsa da madame. Era seu esporte preferido. Pegar uma madame, tomar sua bolsa e pesquisar. Estupro não. Que ele não era um sem-vergonha filho da puta. Agora, ele sabia ver as mulheres, e aquela com certeza havia piscado pra ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só não tenho paciência pra cu doce e joguinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto pensava no que fazer com os 100 dólares que havia encontrado no bolso do filho dela, e que agora estavam mesmo um pouco sujos de sangue, foi abrindo a carteira da mulher. Só 30 reais? O país estava mesmo em crise. Desse jeito ele teria que passar o dia roubando pra garantir sua sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas quando aquele puto chegar não dou nem um centavo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “puto” era seu pai. O velho já estava mesmo velho e não ia ter o que fazer com aquele tesouro todo. Não era todo dia que ele encontrava 100 dólares. Além disso a mulher só tinha 30 reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E uma puta cara de madame. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu-se satisfeito. Não pela boa transa. Nem pelo roubo, que ele tinha caráter e sabia que aquilo era sua única sobrevivência, mas não era digno. Mas porque sentiu-se bonito. Pela primeira vez em sua vida alguém lhe havia piscado. Pena ela gritar tanto, senão podia ter aproveitado mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coçou sua cabeça, exatamente como um babuíno que procura por piolhos para comer. Decidiu ampliar sua cultura no Centro Cultural. Mas chegando lá foi barrado. Havia uma placa. Uma placa o proibia de seu maior prazer. E nem era de metal, era um papel mal impresso e mal colado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A partir de hoje não será permitidas a entrada de pessoas mal-vestidas, mal-cheirosas ou que portem qualquer objeto que atravanque os corredores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou ali e ficou pensando que tipo de pessoa eles pensavam que ele era. Então uma placa mal-impressa, mal-colada, mal-feita e ainda por cima com o português errado ia chama-lo de sujo, mal-vestido e proibi-lo de seu maior prazer ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, por favor, o que significa esta placa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem o olhou de cima a baixo e deu um leve sorriso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que você não pode entrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele riu. Achou engraçada aquela frase. Principalmente vinda de um homem que acabara de perder seu sobrinho.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, acabei de comer tua irmã e matar teu sobrinho, será que vou ter que te comer ou te matar pra poder ler a minha poesia diária ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segurança o pegou pelo colarinho. Rapidamente apertou seu pescoço e com a mesma rapidez caiu duro no chão.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue estava escorrendo pelo concreto. O homem se levantou, ajeitou sua barba, cuspiu no outro e pegou sua arma, agora sem balas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É incrível o que a gente tem que fazer pra ter um pouco de cultura nesse país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-1792073143620260688?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/1792073143620260688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/um-pouco-de-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1792073143620260688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/1792073143620260688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/um-pouco-de-cultura.html' title='Um pouco de cultura'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-361240530000675010</id><published>2009-11-27T07:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T07:28:46.215-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Dia Perfeito</title><content type='html'>Ela se pintou e se arrumou, havia de ser hoje. Há dois meses que ela planejava o passeio com seu filho. Não queria se despedir, mas, sendo inevitável, que pelo menos ela se entendesse com ele. Pelo menos hoje.&lt;br /&gt;Ele se arrumou como de costume. Sua mãe lhe diria que não se arrumou. Mas não hoje. Hoje era dia de ser paparicado. Talvez por isso vestiu sua melhor roupa.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Você está tão bonito hoje meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu de ombros. Agradecer seria demais. Iam ao melhor restaurante, comer seu prato favorito e isso o animava. Não via a hora do dia terminar. Passear com a mãe não era de todo o mal, mas "conhecer o estrangeiro", como gostava de caçoar, era muito melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram de mãos dadas, como há muito não faziam. Ele nem se lembrava mais que se sentia meio ridículo, meio infantil quando ela fazia isso. Pegou sua carteira, sua mala, seu passaporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de sair quero te dar um presente. Mas não se anime, não é muito não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele guardou o dinheiro que acabava de ganhar em sua carteira. Em sua carteira que também acabava de ganhar. Um ano de intercambio. Um ano sem pai, mãe, notas ou trabalhos maçantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pegou uns trocados que estavam em cima da mesa, para alguma emergência. Ela ainda se perguntava se teria coragem de ver seu filho partir por um ano quando ele finalmente abriu a porta do apartamento e chamou o elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos mãe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceram os dois e pegaram o carro. Ele ia dirigir. A mãe pensava que assim ele poderia sentir falta dela. Ela sabia que ele sentiria. Mas deixou ele dirigir assim mesmo. Ele estava animado. Guiou com uma prudência que nem ele mesmo sabia que tinha. Parou no vermelho, esperou os pedestres. O dia seria perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe a observar as árvores, o garoto a guiar, o mundo a rodar. Era tudo poesia. E no clichê da alegria os dois sorriam. Abraçaram-se e almoçaram sem discussões ou brigas. Resolveram tomar um sorvete. Deixaram o carro no estacionamento e foram aproveitar o dia que estava a servi-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passa a bolsa madame&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do passeio havia uma pedra. E ela se mexia e gritava. O garoto num repente de super-herói conheceu o mundo real. E tomou um tiro. E caiu. Duro. A mãe vendo a cena começou a chorar, gritar e a chamar. Por deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mendigo estava posto ali à sua frente. Arma em punho, vontade na cabeça, ordens à boca. Ela não tinha escolha. A tristeza invadiu seu corpo, assim como o mendigo, e seu pensamento estava fixo como seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho... meu filho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mendigo pegou a bolsa e a carteira do filho. Subiu a calça e se foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-361240530000675010?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/361240530000675010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/dia-perfeito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/361240530000675010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/361240530000675010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/dia-perfeito.html' title='Dia Perfeito'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-4216212636017973156</id><published>2009-11-23T11:19:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T11:19:14.259-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Forgotten dreams</title><content type='html'>Outro dia lembrei dela. Lembrei de lembrar dela.&lt;br /&gt;Lembrei de lembrar de não lembrar dela.&lt;br /&gt;E foi tudo como um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um e-mail dizendo que fiz uma coisa. Que não fiz, mas faria por isso não me incomodei.&lt;br /&gt;E percebi que a falta que ela faz talvez não seja a falta que fazia. E percebi que talvez, afinal, as lembranças também se esvaziem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembrei que era preciso escrever. E escrevi. E guardei, porque já não lembrava como era ter uma resposta. Agressão não é lembrança.Guardei mas não apaguei. Porque, afinal, lembrança é sempre lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continuei a respirar, é o que faço melhor. Respirar e não pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em vez, lembrar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-4216212636017973156?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/4216212636017973156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/forgotten-dreams.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4216212636017973156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4216212636017973156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/forgotten-dreams.html' title='Forgotten dreams'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-3749073226351434979</id><published>2009-11-19T04:41:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T04:42:36.116-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>The Thrill is gone</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A emoção acabou.&lt;br /&gt;E não adianta o mundo dizer o contrário.&lt;br /&gt;De nada serve o canto do canário &lt;br /&gt;Nem a rima, rima de otário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção acabou.&lt;br /&gt;E não me fale em tempos passados.&lt;br /&gt;Não sei do presente, nem tempos dourados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção acabou&lt;br /&gt;Não tente recuperá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_4GfRQSE-Ak&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_4GfRQSE-Ak&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-3749073226351434979?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/3749073226351434979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/thrill-is-gone.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3749073226351434979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/3749073226351434979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/thrill-is-gone.html' title='The Thrill is gone'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Vila Campesina, Osasco - SP, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.543620062490763 -46.76755142208094</georss:point><georss:box>-23.544234562490765 -46.76846342208094 -23.543005562490762 -46.76663942208094</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-2908264507534172757</id><published>2009-11-18T18:35:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T12:49:11.338-08:00</updated><title type='text'>.da distância.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;às vezes não damos atenção&lt;br /&gt;muitas vezes, nem reparamos que ela está lá&lt;br /&gt;mas chega um momento que ela grita&lt;br /&gt;se faz perceber de qualquer maneira&lt;br /&gt;e as palavras se perdem na distância&lt;br /&gt;para aumentar ainda mais o eco&lt;br /&gt;que só se criou hoje&lt;br /&gt;quando tu te sentou ao meu lado&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-2908264507534172757?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/2908264507534172757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/da-distancia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/2908264507534172757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/2908264507534172757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/da-distancia.html' title='.da distância.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-8605112522764046333</id><published>2009-11-17T11:45:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T11:45:59.131-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O Umbigo</title><content type='html'>Andava pelo passeio. Passeava andando na rua. Era noite. Tinha lua. E lá, no umbigo do mundo, perto, bem próximo ao muro, o Sol também já não brilhava. Nada de estranho. Um estranho a andar.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o estranho estava a andar, seu andar não era estranho.Era apenas mais um paulistano. Que contrariando a lógica, tinha muitos amigos. Mas como regras são regras e existem para serem obedecidas, não discutidas, era também solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por ser estranho. Isso era normal. Aceitável. Mas por não ter exatamente aquilo que as pessoas costumam chamar de confiança. Ou abertura com seus colegas. Preferia chamá-los assim, amigos era já muito íntimo. E não há espaço para intimidades no coração de um estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas contava eu que estava o estranho a andar... E ao andar percebia o mundo ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que ele era cego. Mas isso nunca o impediu de ver nada. Só quem enxerga pode pensar uma besteira dessas. Ele sentia. Mas também não vá o leitor e a sonhadora leitora pensar que por ser cego era uma pessoa mais sensível que outras. Não. Ele era um paulistano. Cego. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo claro estava eu a dizer... Sim, ele enxergava o mundo ao redor. O mundo e sua cor cinza. Isso ele imaginava, mas sabemos, imaginava corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cego, estranho, cheio de amigos, solitário, paulistano, a caminhar. Não se percam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ele mesmo se perdeu. E ao entrar na catedral da Sé, que era na verdade a capela do Belém, ele foi logo questionando porque não havia ainda começado a missa que deveria ter iniciado às 11hs. E o senhor que se sentava na primeira fileira respondeu que não tinha começado porque estava no meio da missa das 10hs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ninguém entendeu quando o homem começou a se indignar com o fato da missa ter se iniciado mais cedo do que o comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre achou que era uma pessoa fragilizada que precisava de ajuda. Alguns fiéis acharam somente que era um bêbado. Outros sentiram pena por ele ser cego. E outros não estavam nem aí, só estavam na missa para que os outros os vissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estranho, cego-paulistano-solitário-homem e agora -perdido se acalmou e resolveu mesmo esperar o final da missa. E ao conversar com o suposto padre concluiu que estava mesmo em outra igreja. E aceitou a carona que o padre ofereceu a ele, quando percebeu que tinha mesmo pegado o ônibus errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E achou estranho, mas era um padre, quando o monsenhor ofereceu abrigo por alguns instantes para um café e bolo. Mas estava cansado e não se podia criar intimidades com um padre. Nem inimizades. De modo que não oferecia risco ao cego-estranho-solitário-homem-perdido-mas-nem-tanto um café e um pedaço de bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bolo estava mesmo gostoso. Mas era um pouco estranho os modos daquele padre. Talvez por estar sempre na periferia, mas pegava mal um padre não saber o plural da língua portuguesa. Depois do café o estranho-etc-. notou que não sabia mais onde estava sua carteira. E concluiu que deveria a ter deixado em casa, na pressa em que saira para a missa hoje pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não era estranho que alguém tão apressado pegasse o ônibus que não devia. E descesse tão longe do ponto habitual.. E esquecesse a carteira. Ao menos havia ganhado um café e um pedaço - que ele achou pequeno mas não comentou nada porque não se olha os dentes do cavalo que nos foi dado - e conhecido um padre novo, poderia até, quem sabe, mudar de igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu de repente um líquido na testa. Estava suando. Logo em seguida sentiu uma dor. Depois não sentiu mais nada porque desmaiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre-que-não-era-padre roubou a casa do cego e o trancou lá dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-8605112522764046333?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/8605112522764046333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/o-umbigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8605112522764046333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8605112522764046333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/o-umbigo.html' title='O Umbigo'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-2738041889201548906</id><published>2009-11-12T05:40:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T03:36:54.659-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Ensaio sobre o Blecaute</title><content type='html'>Era uma vez um planeta chamado Terra. O século é XXI. O ano é 2009. O acontecimento?&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem comum vivia sua vida. Comum. Na televisão passava um programa que não devia, mas era comum. O homem se levanta, vai até seu quarto, cumprir sua rotina. Já sabemos, comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aperta o botão e liga seu computador. Ordinário. Liga seu sistema operacional, sem saber exatamente o que há para operar. Senta, ouve uma música e começa a escrever um relatório que não sabe exatamente para que serviria, mas que também não era nada incomum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E ao chegar em sua cozinha, sua própria cozinha, e pegar um copo e enchê-lo com água gelada e guardar a garrafa na geladeira e tomar um pouco do líquido e sentir-se aliviado, eis que no meio desta série de acontecimentos houve um outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na escuridão de sua própria presença, ali, logo após a fronteira do por do sol não viu-se só. Não viu nada. Um pensamento lhe ocorreu, destes que só uma criação católica, recheada de culpa nos trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou e concluiu que não tinha deixado de pagar sua conta. Não. Não era sua culpa. Muito embora ele tivesse saído mais cedo do serviço, dando a desculpa de que precisava entregar um relatório na filial, muito embora tivesse escapado dez minutos mais cedo do que deveria, embora tivesse se sentido mesmo aliviado por escapar um pouco do trânsito, não era sua culpa. NÃO PODIA SER SUA CULPA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligou os aparelhos da tomada, temendo uma pane qualquer. E olhou pela janela. &lt;i&gt;a quanto tempo não olhava sua própria janela?&lt;/i&gt; Viu uma cidade que não reconheceu. Viu uma coisa que não era inteiramente comum. Um quê de não sei quê tomava conta das pessoas. Não era a escuridão que tomava as avenidas. Não era a pressa das pessoas em sair das avenidas. Isso tudo era, de certa forma, comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebeu que no prédio vizinho os vizinhos conversavam. Percebeu que havia um certo medo. Uma certa ansiedade que não era de todo ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o sentimento inicial começou a preocupar-se com as pessoas que gostava. E lembrou-se de ligar para elas. Mas seu telefone não funcionava. E começou a preocupar-se se as pessoas estavam preocupadas com ele. E presumiu que não haveria nada que os fizesse preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, era só a luz que faltava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendeu um cigarro e e decidiu dar uma volta. Logo ouviu sirenes e gritos e correrias e gritos e batidas e gritos e um ruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ruído? &lt;i&gt;a quanto tempo não prestava atenção nos ruídos?&lt;/i&gt; Um ruído.Vindo de dentro. Sussurrando. Metade perguntando metade respondendo. &lt;i&gt;a quanto tempo não ouvia sussurros?&lt;/i&gt; E percebeu que não adiantava tentar reconhecer seu bairro aquela noite. Não era uma noite comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao decidir voltar ao seu apartamento com vista para a cidade escura e um tanto desconcertada percebeu que algo mudara. Mas não conseguia ver nem saber o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu quinze andares pé ante pé. Nunca tinha usado as escadas de seu condomínio. Hoje cumpriria a 'via crucis' um andar por ano de vida ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como não podia mais fazer o relatório foi dormir. Com a certeza de que acordaria cedo para finalizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o despertador não tocou. Não que fosse exatamente um problema ele havia mesmo acordado com o Sol. &lt;i&gt;a quanto tempo não acordava com o Sol?&lt;/i&gt; Mas aquilo não era comum. Olhou seu despertador e viu que ele não ligara. Não sabia bem a que horas havia ido dormir, mas a luz devia ter voltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou a televisão. Que não ligou. Olhou pela janela e viu os semáforos desligados. Não era possível. Tomou um banho gelado. Era preciso se manter na rotina. Gelada rotina. E ao chegar no trabalho lembrou-se de que não havia relatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou uma caneta e escreveu. E antes que pudesse apagar o que havia escrito &lt;i&gt;canetas não pagam&lt;/i&gt; o bilhete voou. Como se o destino interferisse. Como se deus quisesse que o bilhete não fosse rasurado. Como se a fortuna tornasse o bilhete uma passagem sem volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E atravessou a porta. &lt;i&gt;a quanto tempo sabia a simplicidade disso?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz voltou logo em seguida. Ele não.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-2738041889201548906?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/2738041889201548906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/ensaio-sobre-o-blecaute.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/2738041889201548906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/2738041889201548906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/ensaio-sobre-o-blecaute.html' title='Ensaio sobre o Blecaute'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-7748926107335114186</id><published>2009-11-10T05:30:00.001-08:00</published><updated>2009-11-13T09:32:46.768-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>.cafeína para acalmar.</title><content type='html'>Caminha pelas ruas mas não vê nada à sua frente.&lt;br /&gt;Tropeça na lembrança do último beijo.&lt;br /&gt;Entra no Café do Desassossego e continua não acreditando em coincidências.&lt;br /&gt;Pede um expresso. Duplo. Sem açucar que não gosta da vida muito doce mesmo.&lt;br /&gt;Rabisca algumas lágrimas no guardanapo.&lt;br /&gt;Abre a agenda aleatoriamente e planeja seu funeral.&lt;br /&gt;Num só gole, acaba com o café.&lt;br /&gt;Desmarca sua morte e não remarca o dia.&lt;br /&gt;Seca o guardanapo na blusa florida.&lt;br /&gt;Pede um Capuccino com chantilly.&lt;br /&gt;Sai pelas ruas a procura de inspiração.&lt;br /&gt;Pula uma poça e imagina seu próximo quadro.&lt;br /&gt;Atravessa as ruas sorrindo e não vê mais nada à sua frente.&lt;br /&gt;Morre a caminho do hospital.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-7748926107335114186?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/7748926107335114186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/cafeina-para-acalmar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7748926107335114186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/7748926107335114186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/cafeina-para-acalmar.html' title='.cafeína para acalmar.'/><author><name>Flor de Lótus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00383202520908120034</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_3qlX8dvHMDM/Sd2X5Df66TI/AAAAAAAAFeI/GSUC5Wu26mc/S220/eu_02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-4835952230093671881</id><published>2009-11-09T08:38:00.001-08:00</published><updated>2009-11-09T08:42:16.027-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Estruturalmente errado.</title><content type='html'>Vestido deste modo o menino só poderia pensar isso mesmo, concluiu o velho, como numa sentença. Ainda assim lhe parecia um exagero o horror do garoto. Eram os novos tempos, sentenciou novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa, eu não tenho dinheiro  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino não devia ter mais de 10 anos. O velho enfrentara uma guerra, uma ditadura e nunca havia tido um momento sequer de horror como àquele. Sorriu. Tinha a impressão de que isto acalmaria o menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que...você quer ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso como aquele deveria trazer à cena ternura, sabedoria e uma doce melancolia. O sorriso rimava feito poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a face do menino não aplacou. Como se aquele sorriso para ele não significasse nada, senão um sorriso. E a última coisa que ele desejaria num momento como aquele era um sorriso. O menino não teve opção, estava ali porque a vida assim quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo amor de Deus, eu só quero ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desespero era a única coisa que compartilhavam. O velho querendo ir pra usa casa, comer seu jantar, ver a televisão da vitrine e dormir. Ele não queria estar ali. O velho não teve opção, estava ali porque a vida assim quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação estava posta. Nada mais seria acrescido na cena. Um velho, um menino, um sorriso, desespero. A hora, é claro, não parava, embora devesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei que você não tem dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois tinham família. Um tinha filha. O outro mãe. Os dois sabiam das coisas. Nenhum deles estudava ainda, embora já tivessem passado pela escola.Os dois mantinham em sí mesmos a calma, doçura e sabedoria necessárias à vida. Os dois a sabiam inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada ocorrera realmente até ali. Nada ocorreria. Um parque, uma noite, um leve friozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Solta meu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fala não era exatamente uma ordem. Soava mais como súplica. Mas o braço não se livrava. Era incrível alguém naquela idade ter tanta força. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se do que carregava na parte de trás da cintura, só por segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vai fazer besteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestido deste modo o velho não poderia mesmo pensar em outra coisa, concluiu o menino como numa sentença. Ainda assim lhe parecia um exagero o horror do velho. Eram os novos tempos, sentenciou novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era, na verdade era o choque entre os tempos. Nenhum deles compreendia a lógica que ali vigorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você deve respeitar os mais velhos, sabe ?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase parecia-lhe uma ordem, impiedosa e irônica. Se é que alguém ali respeitava qualquer ordem. Ao menos a ordem social estava respeitada. O conflito estava presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você deve educar os jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As falas vieram uma atrás da outra. Saída de ambos. Ambas. Aquela coicidência surpreendeu aos dois. O braço teve sua prisão afrouxada. Mas era ainda prisão. Como a mão do outro que seguia lentamente em direção à arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então é assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele diálogo era fundamental. Breve como deveria ser. Esclarecedor como nenhum diálogo realmente é. Aquilo aplacou, ainda que brandamente  a fúria deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lágrima que ameaçara cair secou. Ao menos fisicamente. Sabia-se no entanto que a cena como um todo era um pranto, desolado e terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do diálogo nasceu o silêncio. A hipocrisia desagradava aos dois e palavras agora nada diriam.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parque estava mesmo vazio. Somente marginais enfrentariam as cercas e grades e portões que o cercavam. Somente marginais. Pobres, ricos ou o que fossem. Marginais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um leve ruído poderia ser ouvido. Passarinhos, cachorrinhos, tatus-bola e outros bichos passavam fazendo ruído. Mas o ruído que seria ouvido era outro. A mão alcançara a arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vai atirar ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta era óbvia. MAs a pergunta não queria respostas, queria incitar novas perguntas. Insultar. Um atrevimento insultar uma arma. Um atrevimento necessário à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vai morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos iríamos, pensou ele. Todos iremos. Mas ele se sentia mesmo morto. Deselegante. Fora de moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dançava, não ria, não conversava. Televisão não tinha. Mas sempre quis aparecer na novela. Lindo. Mas ninguém naquela idade protagonizava uma novela das 21hs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Agora ele ia renascer. Nunca tinha sentido a dor real. Aquela seria a sua primeira vez. Por isto lhe caiu uma lágrima, não por medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as interpretações fazem mesmo milagres com nossa cosciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Medo ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me alegra te ver morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me alegro com a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era este o ponto. Ninguém mais tinha sentimentos. Os dois percebiam isso. A percepção também era rara, sabiam os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arma foi apontada. Engatilhada. Lentamente o dedo forçou a alavanca. A bala saoi. O outro morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que outro ? Tanto faz. A bala é o que importa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-4835952230093671881?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/4835952230093671881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/estruturalmente-errado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4835952230093671881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/4835952230093671881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/estruturalmente-errado.html' title='Estruturalmente errado.'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-9064283808093726743</id><published>2009-11-08T05:21:00.001-08:00</published><updated>2009-11-13T09:33:15.731-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Acordo</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;                            &lt;br /&gt;Acordo. O teto continua o mesmo. Branco. Acordo. A janela mal fechada deixa escapar um resto de luz. De um Sol preguiçoso. Que se deixa esconder pelas nuvens. Nada de extraordinário. Nada de incomum. Lentamente me levanto. Aos fios dos pensamentos. Todos mal pensados. Desleixadamente surgidos na mente ainda sonada. Oníricos. Ou quase isso. Dentro de todos eles uma réstia de ponto duvidoso. Um quê de não sei bem. Uma quase certeza enganosa. Verdadeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-9064283808093726743?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/9064283808093726743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/acordo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/9064283808093726743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/9064283808093726743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/2009/11/acordo.html' title='Acordo'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7689313140768140139.post-8462263174542837759</id><published>1999-12-03T18:56:00.000-08:00</published><updated>2010-05-07T14:40:42.656-07:00</updated><title type='text'>Quem somos?</title><content type='html'>Bom, difícil definir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blog Turrar = Victor Amatucci = @caipirazedomer  = &lt;a href="http://imprenca.blogspot.com/"&gt;Imprenca&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flor de Lótus = Márgara Squeff = @sadflower = &lt;a href="http://jardinsvermelhos.blogspot.com/"&gt;Jardins Vermelhos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Lemos = Marcelo Lemos = @hordones = &lt;a href="http://www.ferramentasblog.com/"&gt;Ferramentas Blog&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dia a gente explica melhor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7689313140768140139-8462263174542837759?l=letrasordinarias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/feeds/8462263174542837759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/1999/12/quem-somos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8462263174542837759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7689313140768140139/posts/default/8462263174542837759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasordinarias.blogspot.com/1999/12/quem-somos.html' title='Quem somos?'/><author><name>Blog Turrar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Ai2mUX-mTco/Sr1HrjYGwuI/AAAAAAAAAAM/m_aylR15e9c/S220/joker.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
